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Freguesia de Covelo

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A Freguesia de COVELO pertence ao Concelho de Gondomar, Distrito do Porto. O seu território ocupa a área de cerca de 1,294 hectares e dista 8km da sede concelhia.

No que diz respeito ao topónimo "Covelo", a sua origem encontra-se no vocábulo "Cova", uma vez que outrora o lugar de Covelo limitava-se a um punhado de casas no centro do lugar.

A primeira referência bibliográfica a Covelo refere que esta freguesia se integra na vasta região denominada "terras de sousa" e remonta ao século X (ano 960), quando parte dessas terras eram pertença da família de D. Múnio Viegas, pai de Egas Moniz. O segundo documento referente a esta Freguesia data do ano de 1133 e diz respeito à doação feita por D. Afonso I ao convento de Cete de uma vila de Leverinho. Assim, Covelo surge desde os alvores da nacionalidade como um padroado do Convento de S. Pedro de Cete, um dos mais antigos de Portugal. Ainda não se encontraram documentos que comprovem a data da formação da Freguesia de Covelo. Saba-se apenas que inicialmente era formada por três pequenos lugares - Covelo, Leverinho e Lixa - e que, desde tempos remotos, os moradores da cova sobranceira à Serra dos Açores escolheram para sua padroeira Nossa Senhora do Ó (Expectação).

O que não se sabe com exactidão é a data em que os habitantes de Covelo escolheram para a sua padroeira Santa Maria, substituindo-a por S. Salvador. A Freguesia de Covelo surge como fazendo parte do julgado de Aguiar de Sousa. Os covelenses começaram a invocar Nossa Senhora da Expectação como sua padroeira, muito provavelmente, no início do século XV, cujos documentos referem-se já a Santa Maria do Covelo. Ainda em seiscentos, Covelo pertenceu a Gondomar. Porem, no primeiro quartel de setecentos, devido ao aumento da população no Concelho de Gondomar, Santa Maria de Covelo é de novo integrada no julgado de Aguiar de Sousa.

Em 1852, Covelo regressa para o Concelho de Gondomar, situação que ainda hoje se mantém. Em 1876, o Concelho de Gondomar era constituído por onze Freguesias, agrupadas em três julgados. O primeiro julgado era o de Covelo, formado pelas Freguesias de Covelo, Jovim, Lomba, Medas, Melres e Foz do Sousa.

A Freguesia de Covelo é banhada por dois rios: o Sousa e o Douro. O primeiro atravessa o centro da Freguesia; o segundo passa a Lixa e desempenhou ao longo dos séculos um papel extremamente importante do ponto de vista da comunicação, já que ligava a Freguesia ao Porto, por via fluvial. Hoje existe apenas uma ponte, conhecida como ponte de Covelo, a qual foi renovada no ano de 1993.

Na toponímica Covalense, encontram-se três zonas bem delimitadas onde, ainda hoje, surgem inúmeros fósseis: lugar da Serra, Serra das Flores, mais concretamente no lugar de Pedreiras e Valongueda. Entre as variadíssimas espécies de fósseis aí existentes, destacam-se as tribolites.

Os montes da Serra dos Açores são bastante ricos também em cristais de quartzo. Na encosta da Peneda, existe mesmo uma enorme rocha de quartzo normalmente conhecida por "Peneda do Forno". Segundo o povo, antigamente muitas foram as pessoas que, em vão procuravam debaixo deste penedo tesouros encantados, que aí estariam escondidos desde os tempos em que a mourama passou por estas terras.

Refira-se ainda a existência nesta Freguesia (recatada do público) de quatro minas de carvão, quatro minas de antimónio e uma mina de outro, cuja laboração cessou em 1927, devido à crise financeira. Mas a mais importante das minas, quer pela sua grandiosidade quer pelos resultados da sua lavra, é a de Montalto. Situada na margem direita do rio Sousa, começou a sua lavra no ano de 1864. Logo que o minério era chegado à superfície, imediatamente o conduziam em vagonetes para a preparação. Depois de preparado, o minério era conduzido em barricas e em carros até à praia da Lixa, seguindo depois em barcos pelo Rio Douro até ao Porto. Covelo também chegou a ter uma fábrica de cerâmica, uma pedreira de lousa, um pisão, engenhos de azeite, engenhos de moer linho, colmeeiros, indústria de carvão e de ourivesaria. 

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